quarta-feira, 8 de julho de 2009

Surprise!!!!

Surprise!!!

A vida tem me apresentado muito coisa nova. A cada dia um sentimento diferente, a cada dia uma sensação diferente.
Dia desses, me surpreendi bastante. Não deu nem pra acreditar que eu, uma pessoa tão boa de coração... tão altruísta...tão ingênua... ( não sou santa, e estou muito...muito mesmo, longe disso!! ), fosse capaz de se deliciar, se exaustar de gargalhar ao assistir a infelicidade alheia... não sei como consegui fazer uma coisa dessas, agir de forma tão gelada.
E na verdade, embora não estivesse me sentindo mal por isso, me questionei.
Por que essa ação tão contrária aos meus bons e velhos princípios?
Por um momento respondi à minha indagação: Porque ninguém é completamente bom e justo! Porque no fundo sempre quis fazer algo parecido a pessoas que merecessem! Porque cansei de perdoar pessoas que não se arrependem, e sim sentem remorso! Porque estou odiando me sentir inferior e feita de otária! Porque não acho certo as coisas que vêm acontecendo comigo e os fatores primordiais não estarem sendo punidos! Porque eu posso, eu tenho direito de rir do que eu quiser, e estou feliz por estar feliz com a tristeza dos outros!
E não me senti pior por pensar assim neste dia...
Porém no dia seguinte olhei para trás e vi o quão má eu estava sendo, mas ainda assim não me incomodei com minhas respostas...
Na verdade, até me senti um pouquinho mal, mas só um pouquinho... O que me assustou bastante!
Ainda não sei o que houve, e acho q ainda não sei o que estou sentindo...
Um mixto de vontade de ajudar, com vontade de dizer: ta sofrendo? Foda-se!
Eu sei, eu sei que isso não faz parte de mim, mas é inevitável...pelo menos até agora...
Enfim, sei que essa sensação de vingada vai passar, e meu coração vai se encher de bondade, carinho, amor, compreensão e principalmente de compaixão...
Sou de carne e osso como qualquer ser humano, e mesmo lutando tanto para não me tornar mais uma reles mortal como a maioria da humanidade suja e hipócrita, tenho a natureza do homem dentro como todo mundo tem!
É impossível renegar alguns reflexos, instintos...
É possível controlá-los, mas renegá-los não....

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Demasiadamente Assim

Mais leve
Mais solta
Mais viva
E feliz!
De uma forma
Por um momento
Coragem
Saudade
Ardor
Amor
Talvez
Sim ou não
Alegria, alegria
Na rua
No mato
No deserto vazio de um afago
No meio do nada
Tudo se mostrando
Desvendando
Desmoronando
Felicidade
Mais leve
Mais solta
Mais viva e feliz!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para Se Entender

Nem sei por onde começar...
Eu só queria entender, de verdade, o que houve... o que houve coma gente... o que hove com o que a gente sentia...
Passou tão rápido, e hoje vejo de longe cortar um horizonte perdido numa imensidão de dúvidas, e falhas não constatadas...
Nem sei por onde começar de novo...
Eu realmente estou custando a entender, não consigo enxergar minha falta
Pra ter deixado você ir sem pestanejar
Pra ter desistido sem lutar
Ás vezes me questiono, oculto as dúvidas num banho de água fria ao chegar em casa da noite fria e vazia de sentimento...
Chego a me olhar no espelho, e perguntar o que eu ando fazendo...
Não tenho cinzas pra juntar e me reconstruir, pois até agora, não consegui queimar
Ainda estou acesa, e talvez deva apagar lentamente, como Kurt condenava...
Tudo de novo, mais uma vez...
Não desta vez...
Tudo novo, e passageiro, assim espero confiante
De que é só uma chuva de verão
E amanhã a manhã estará repleta de passarinhos cantando e assistindo o sol desvirginar minha janela
E me sentir cheia de vontade de dormir mais cinco minutos...
Eu continuo procurando uma direção pra começar tudo de novo
E eu ainda me vejo perdida no meio do nada, no meio de tanta coisa pra pensar...
No meio de tanta gente, de tantos ditos, de tanto carinho, de tanto tesão, de tanto desejo...
De tanta coisa q não existe mais...
Será q algum dia existiu?
Sim, isso não posso negar...
O mesmo sentimento, um objeto estranho...
A mesma música dançada por outros pés
O mesmo filme com elenco diferente...
Estou ficando longe, muito longe...
Isso só almenta o volume de dúvidas, falhas, falta...
E eu continuo sem respostas pra tudo que perguntei...
E talvez só quisesse saber se lê pensa em mim
Se eu tenho significado, se algum dia eu tive
Se eu fui alguém para alguém pra quem eu queria ser alguém...
Vaidade feminina...
Na verdade procurar uma chance, uma qualquer que fosse chance de reaproximação
Qualquer exposição por mais um beijo contido nos lábios de quem sabe o que é amor.

Para quê?

Para quê?


Para ver e rever
Para rir e chorar
Para ser ou não ser
Para comer e beber
Para deixar estar
Para sentir e tocar
Para evitar e retardar
Para clarear e escurecer
Para cores e incolores
Para sol e chuva
Para beijar e desejar
Para sentir e não sentir
Para refletir e refletir
Para outros olhos e para os seus
Para outras bocas e para a sua
Para mim
Para você
Para que sintamos as vibrações dos nossos corações
Para que possamos nos amar
Para que possamos festejar...
...Sempre será...
Preciso penar e pensar...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Reticências

Eu me sentia a cada segundo ao seu lado a mais perfeita das obras de artes...
História, política, teóricos, filósofos...
Assuntos triviais, papos descontraídos...
Entre um gole e outro de cerveja um olhar de desejo,
Uma palma deslizando sobre o rosto...
A cada beijo inusitado,
Um carinho e um afago...
Um cigarro de fato após cada ato...
Os interesses eram semelhantes...
O mesmo som, a apreciação pela música, teatro, cinema...
O cotidiano apressado...
E a pressa de viver cada dia um pouco mais...
O “1º Eu” em 1º lugar...
O receio em se envolver...
E a saudade de ter como companhia o lado bom da solidão...
Nos sucumbiu...

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Trem Parador

Na manhã de 09 de janeiro do ano de 2008 ela acordara por volta das seis e trinta da manhã, mas para seus afazeres já se fazia tarde. Tomou um banho gelado para despertar do sono que ainda a levara até o chuveiro. Escovou os dentes e penteou os cabelos. Quase saiu até a estação de bicicleta, mas o pneu estava vazio...Esqueceu o dinheiro da passagem em casa, e no meio do caminho fala mil coisas amaldiçoando o seu dia. Mal ela sabia que uma incrível recompensa lhe esperava no caminho. Corre muito para não perder o último trem – o das 7:41 – que ainda lhe dava esperança de chegar no horário.
Depois de tanto se apressar, e perguntar ao bilheteiro se seu trem já havia passado, e ouvir uma resposta positiva - para ela, negativa...- desce as escadas, com o cigarro ainda aceso, com todo o gás que ainda lhe restava, e é assim que tudo começa...
Ela adentra cheia de pressa no primeiro vagão de um trem parador, com a intenção de desembarcar em Deodoro, para pegar um rápido, pois já passava das oito da manhã, e seu trabalho a esperava ás nove em Copacabana, levando em consideração que o bairro de Magalhães Bastos, onde mora, fica a quase duas horas do bairro de Copacabana...Ao entrar, ainda ofegante devido a corrida para não perder o trem,se depara com um rapaz de aparência familiar,diga-se de passagem muito bonito. Alto com cabelos dourados e lindos olhos verdes. Eles se olharam. Passou a estação de Deodoro, onde desceria. Ela ainda não conseguia acreditar que seu 1,53m de altura, seus cabelos ainda curtos e cacheados e sua pele de tom bronzeado teriam sido capazes de despertar olhares ao tal príncipe...
Esboçando um sorriso, ele a olhou. Sem saber o que fazer, ela muito sem jeito corresponde. Um homem que estava entre os dois sorri também e assim que vaga um lugar noutro canto do vagão se retira e deixa na cena apenas o mocinho e a mocinha. Já na estação de Engenho de Dentro, ele a pergunta onde ela desce. Ela responde que na Central, ele sorri e diz conversam lá. Os olhares perduram por toda a viagem...E chegando na Central do Brasil, sem que combinassem, esperam o trem esvaziar, deixam todo mundo descer, pra depois se conhecerem.
Conversaram por no máximo quinze minutos, o suficiente para ela esquecer que ainda estava atrelada num relacionamento frio e sem futuro,o suficiente para ela passar os próximos dias ansiosa esperando seu telefonema,já que ela não pegou seu número,para não se antecipar.
Na quinta feira, dois dias depois, seu telefone toca em seu trabalho, de tardinha...Mais ou menos ás 3:30/4:00...Ela atende, e surpresa já o chama por um apelido...O diminutivo de seu nome. A mais uma vez rápida conversa, não se estende, mas é como se os dois já se conhecesse a muito. Ela anota seu número, e liga no fim de semana...Ele estava sempre ocupado...Ela resolve curtir o pré-carnaval da Lapa, o chama...Mas ele nunca pode.
Então ela começa a desistir, mas antes que o fizesse por definitivo, resolve se dar mais uma chance, e liga na quarta feira. Marcam. Ela chega liga para avisar. A sua espera, deixa que a imaginação flua...Pensa mil e uma coisas: como ele vai estar? Se ele gostaria dela? Se ascenderia um cigarro? E se ele não fumasse?...Ele chega, ela olha, eles conversam,Passeiam por um shopping local – detalhe: ambos detestam shopping, e por mais perto q fosse, ambos jamais o conhecera. Riem juntos...Se divertem...tudo se encaixava: o estilo de música; a preferência por chocolate branco; o time para qual torcem...o gosto pela observação da lua e das estrelas...Tudo na mais perfeita harmonia...Seu celular tocava de tempo em tempo, mas tudo parecia tão perfeito, que ela pouco se incomodava. Depois de tanto conversarem, os olhares se cruzam ela o olha da mesma forma que o olhou no trem, sem graça. E o engraçado é que este foi justamente seu comentário. E em fim um beijo acontece. É então que ela percebe de fato que ainda corre sangue em suas veias, que ela não morreu pra novas aventuras, e que muita coisa vale a pena. E o principal, apesar do romance não ter engatado de fato...- Esses dois ainda têm muita historia pra contar...Cada uma do arco da velha... - É que a moça sentiu-se nova outra vez, sentiu-se inocente como em sua curta juventude...Eu vou ficando por aqui,mas como disse muita coisa aconteceu,e eu volto com o restante da história desse casalzinho complicado,que até o último conto que escrevi sobre os dois ainda posavam de bons amigos...
A Pescadora e a Viajante

Um anjo lindo entrou na arena,
Mexeu com ela, e a fez querer.
E assim se apaixonou...
Pediu a ela sua atenção
Sua essência
E seu coração
De primeira negou
Depois se entregou
Se se arrependeu
Nem sabe dizer
Mas parece que não
E sabe por que?
Porque ela se prendeu
Tanto, tanto
Aos momentos bons
E agora, que vencida
Pelo cansaço ríspido
Está neutralizada
Esta é a palavra!
Eureca! Eureca!
A deixe em paz, em paz
Só a deixe ter paz, ter paz
Sentir essa paz,vier essa paz
Calma e serena levanta a cabeça,
Sacode as madeixas
E caminha pelo vale da certeza incerta
Que a cerca
Mas de bem, de boa
À toa, á toa
Feliz e contente
Pra frente, pra sempre!